Martinho Tojo, da Cabovisão, abriu esta tarde o debate do Estado da Nação, no Congresso da APDC, sublinhando que ao longo dos últimos dois anos e meio o preço das ofertas triple play caíram para cerca de metade. O responsável sublinhou que no mesmo período o mercado onde a empresa se movimenta cresceu a um ritmo de 250 mil novos clientes ano, o que traduz dinamismo e revela os efeitos da concorrência.
Contudo, o responsável mostra-se preocupado com os efeitos que o desenvolvimento acelerado do mercado poderão ter no futuro e com a destruição de valor que a descida abrupta de preços pode causar nas operações dos diversos players. Também refere a questão dos conteúdos - que nos últimos anos tem sempre tido espaço neste painel de debate.
Martinho Tojo diz que a Cabovisão tem de enfrentar "distorções de preços inultrapassáveis" quando tem de adquirir conteúdos para alimentar os seus serviços.
O acesso aos conteúdos está regulamentado, admite Martinho Tojo, a questão passa pela forma como está desenhado o modelo de negócios, que premeia compras por volume e impõe fortes investimentos a quem tem menos clientes, explica.
Robrigo Costa, presidente da Zon, reagiu à provocação, assegurando que a exigência de alguma dimensão é um critério habitual dos fabricantes de conteúdos até por questões relacionadas com a estratégia de distribuição.
O responsável aproveitou para revelar que 60 por cento das casas alimentadas por serviços da Cabovisão são já suportadas por caixas digitais, resultado de um forte investimento na modernização da sua rede de cabo EuroDOCSIS.
A Cabovisão está no mercado desde 1996 e de acordo com o responsável, após um período de alguma instabilidade esta a crescer consistentemente no número de clientes desde Abril.
http://tek.sapo.pt/noticias/telecomunicacoes/preco_do_triple_play_caiu_para_metade_em_2_5_1107079.html