Mais umas novidades....
A empresa de rede por cabo e a Cogeco diz que "não comenta rumores". Rothschild tem processo em cima da mesa há vários meses.
Os donos da Cabovisão, a canadiana Cogeco, estão a contactar operadoras e fundos nacionais e internacionais para vender a sua operação em Portugal, avançaram à agência Lusa fontes do mercado, mas a empresa de rede por cabo diz que "não comenta rumores". Também a Cogeco já tinha dito ao Negócios há cerca de um mês não comentar rumores.
"A Cabovisão enviou cartas a alguns operadores e fundos a manifestar a sua intenção de ser comprada e sondando quem poderá estar interessado", disse uma das fontes contactadas pela Lusa.
A mesma fonte afirmou que ainda não há preços, mas negociações no caso dos interessados.
No mesmo sentido, outra fonte do mercado adiantou que o "processo não é de agora, já teve início no verão, mas já está em fase avançada". O Negócios sabe que o processo foi entregue ao banco de investimento Rothschild há vários meses, mas o preço tem sido o impedimento para qualquer acordo.
A mesma fonte acrescentou ainda que os maiores interessados são "fundos e 'private equities' internacionais.
Contudo, a directora executiva da Cabovisão, Daniela Antão, diz que "não comenta rumores". Também a Cogeco diz não comentar rumores.
A Cabovisão tem hoje cerca de 260 mil clientes e, como Daniela Antão referiu ontem, optou por instalar uma rede própria e em zonas fora de Lisboa e Porto. Como o Negócios avançou, dada a estratégia de crescimento da PT na televisão por subscrição, a Cabovisão poderia ser, pela base de clientes, interessante para a operadora liderada por Zeinal Bava. No entanto, os valores em cima da mesa sempre afastaram os potenciais interessados de uma eventual aquisição da Cabovisão.
In jornal de Negocios/dragteam:http://www.dragteam.info/forum/economia-e-financas/149771-santander-diz-que-zon-e-compradora-natural-da-cabovisao.html
Ontem surgiram as primeiras notícias que davam conta de que a Cogeco Cable estaria a negociar com fundos de investimento internacionais a venda da Cabovisão. Hoje, há quem admita que a Zon está em posição privilegiada para a compra deste operador de cabo.
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Daniela Antão, diretora executiva da Cabovisão, e a Cogeco Cable, empresa canadiana quer detém o operador de cabo sedeado em Palmela, optaram por não comentar a notícia da Lusa, que ontem dava conta do envio de cartas para operadores e fundos de investimento com o objetivo de acelerar a descoberta de um comprador.E ao que parece, a Cabovisão até nem tem de procurar muito longe para descobrir um novo comprador - caso queira mesmo descobri-lo. De acordo com um relatório do Banco Santander, que é citado pelo Jornal de Negócios, a Zon está em posição privilegiada para comprar a Cabovisão.O relatório lembra que há uma crescente tendência de fusão entre operadores de telecomunicações fixas, que acaba por deixar espaço apenas para dois grandes intervenientes (Meo e Zon).A este fator junta-se ainda o facto de a rede da Cabovisão poder ajudar a Zon a reforçar a presença em algumas zonas geográficas: "A compradora natural para a Cabovisão é a Zon. Estimamos que 50% da área de cobertura da Cabovisão é complementar para a Zon, o que significa que a Zon poderá aumentar a sua área de cobertura em 14,3% e a base de clientes por cabo em 22,1%", refere o relatório do Banco Santander.A confirmarem-se as notícias que garantiam que as negociações entre Cabovisão e fundos de investimento internacionais já estão bastante avançadas, tudo leva a crer que o desenlace deste negócio já não deverá demorar muito mais tempo - com ou sem a hipotética intervenção da Zon.Atualmente, a Cabovisão tem mais de 260 mil clientes em Portugal.
http://www.dragteam.info/forum/noticias ... visao.htmlNa mesma nota em que subiu a recomendação da operadora para "comprar", o Santander declarou que a consolidação do mercado de telecomunicações de rede fixa é uma oportunidade para a Zon, que poderá comprar a Cabovisão.
O Santander considera que a Zon Multimédia é a “compradora natural” da Cabovisão, numa altura em que a consolidação do mercado de telecomunicações fixas se centra na Meo e na Zon, atirando "pequenos actores para fora do mercado".
Na nota de “research” ontem divulgada, em que subiu a recomendação para a operadora de “underweight” para “comprar, o banco de investimento defendeu que a consolidação do mercado da rede fixa de telecomunicações em Portugal é uma “oportunidade” para a Zon.
“O mercado de telecomunicações fixas portuguesas continua a consolidar-se de modo orgânico, com dois grandes operadores, Zon e Meio (PT), deixando pouco espaço para outros intervenientes ou abrindo caminho para potenciais vendas (Cabovisão). Consideramos que a Zon beneficia desta tendência”, escrevem os analistas Fernando Cordeo e Nahum Sánchez de Lamadrid, na nota assinada com a data de ontem a que o Negócios teve acesso.
Depois da AR Telecom ter anunciado a saída do negócio de rede fixa de retalho e de a Sonaecom começar a reduzir a exposição a este segmento, a Cabovisão “continua a perder rentabilidade”, com quedas “significativas” nos últimos dois anos – a margem de EBITDA, diz o banco, caiu de 27,5%, em 2009, para 12,2%, em 2011.
A consolidação do mercado “está a atirar os pequenos actores para fora do mercado”, mas o caso “mais interessante” para a empresa liderada por Rodrigo Costa (na foto), segundo o Santander, é o da Cabovisão, actualmente com 260 mil clientes.
“A compradora natural para a Cabovisão é a Zon. Estimamos que 50% da área de cobertura da Cabovisão é complementar para a Zon, o que significa que a Zon poderá aumentar a sua área de cobertura em 14,3% e a base de clientes por cabo em 22,1%”, comentam os analistas.
Contas da Cogeco sinalizam venda das operações lusas
No dia de ontem, foi noticiado pela Lusa de que os donos da Cabovisão, a canadiana Cogeco, estão a contactar operadoras e fundos nacionais e internacionais para venderem a sua operação em Portugal. Até agora, o preço tem sido o impedimento para o acordo de venda dos negócios em terras lusas, noticiou o Negócios.
O Santander escreve que a companhia canadiana Cogeco Cable, registou uma imparidade no valor da Cabovisão. “Na nossa visão, ajuda a abrir caminho para uma possível venda da actividade”, indica a nota de “research”.
A maior dificuldade para que este negócio se concretize será a obtenção de financiamento. Uma solução “possível” é uma transacção feita por acções.
Os esforços feitos para a compra da Cabovisão irá atrasar qualquer potencial integração com a Sonaecom, na opinião da casa de investimento espanhola.
As acções da Zon estão hoje a somar 2,07% para 1,92 euros. Ontem somou perto de 6% ao afastar-se do mínimo histórico que registou no início da semana, nos 1,76 euros.
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